segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Hannibal (series finale)

Leia Antes!
*Spoiler Alert*
Foto: Dino De Laurentiis Company/ Living Dead Guy Productions/ NBC

MEU DEUS!
Sério, que series finale foi esse? Eu chorei, arrepiei, fiquei nervosa, apaixonada e excitada com as últimas cenas. Foi uma montanha russa de emoções.
Essa foi com certeza absoluta uma das minhas séries prediletas de todos os tempos!
Eu já amava Hannibal desde que eu me lembro por gente, entre filmes e livros que sempre me agradaram, mas o Bryan Fuller conseguiu melhorar essa experiência. Assim como Pushing Daisies, que é uma das séries mais bonitas que eu já vi, Hannibal agradou os olhos até dos mais chatos e sensíveis. Cada cena, shot, roupa, background e prato de comida foi pensado nos mínimos detalhes para que essa fosse não apenas uma série comum, mas sim uma obra prima.
Eu vou sentir uma falta tremenda dos diálogos inteligentes, da linguagem corporal bem pensada, das leves insinuações com o rosto no momento certo. Tudo nessa série dava gosto.
Mads Mikkelsen fez jus à personagem tão bem interpretada e eternizada por Anthony Hopkins. E é com um aperto no coração que eu digo adeus a essa série. Tanto que, quando soube que havia sido cancelada, parei de assistir e esperei para assistir todos os últimos episódios de uma só vez, degustando-os, de forma que até Hannibal Lecter aprovaria. Foi triste, como um último encontro com o amor da sua vida, onde tudo parece mais maravilhoso, porque você sabe que não vai ter mais aquilo.
A cena final (antes dos créditos) onde Hannibal e Will finalmente matam alguém juntos foi como aquele beijo entre as duas personagens principais que você sempre fica esperando e (normalmente) demora várias temporadas para acontecer e, enquanto não acontece, você passa pelos episódios sofrendo com a tensão. Pelo menos, é o que acontece comigo. E foi isso nessa série, eu passei todos os episódios esperando o Will (Hugh Dancy) matar alguém e quando ele finalmente o faz é numa dança de coreografia onde os golpes dele são alternados com os de Hannibal. UAU! Eu morri um pouco vendo essa cena, cada golpe em câmera lenta era um suspiro no sofá. Até que finalmente acaba, o Dragão Vermelho está morto e eu sem fôlego.
É isso. Acabou. Eu me enterrei no sofá e Bryan Fuller me cobriu com o mais sedoso lençol de beleza e sangue.
Eu não vou superar essa série tão cedo, mesmo com a notícia de que a NBC vai trazer uma mini-série spinoff de Heroes (uma das minhas séries prediletas).
Até ver algo novo sobre o Hannibal, meu coração permanecerá partido.

Falling Skies (series finale)

Leia Antes!
*Spoiler Alert*
Foto:  DreamWorks Television/ TNT Originals/ Invasion Productions

Então, depois de cinco temporadas extraordinárias, Falling Skies acabou.
Eu fui pega de surpresa, não estava acompanhando as notícias sobre a série, logo, não tinha idéia que estava assistindo ao último episódio até reparar na hashtag em cima do logo da TNT que dizia "series finale", nesse momento deu uma apertadinha no peito, daquelas que acontecem quando um grande amigo vai morar fora.
Enquanto o episódio passava eu ia pensando em tudo que aconteceu na série e comparando com outras séries pós-apocalíticas, que não tem a mesma quantidade de ação. Algo que me agrada e muito.
Mas também devo admitir que fiquei aliviada de ver que eles finalmente - depois de só se darem mal - conseguiram derrotar os espheni e retomar o planeta.
O episódio também foi corrido e me deu a impressão de que até a primeira metade poderia perfeitamente ser apenas mais um season finale, sendo que tudo poderia dar errado e eles continuariam lutando na próxima temporada. Por bem ou por mal, tudo dá certo, graças ao dispositivo biotec que a ex-mulher de Tom/ Dornia entrega a ele. Esse dispositivo mata a rainha e, com ela, todos os overlords, skitters e tudo que tinha DNA espheni. Infelizmente, após declarar que está grávida de novo, Anne (Moon Bloodgood) acaba morrendo também, mas Tom (Noah Wyle) pede ajuda à Dornia, que a traz de volta à vida. 
É formada uma nova "nação" que inclui todos os sobreviventes das antigas nações do mundo e liderada por nada mais nada menos do que Tom Mason. De quebra, a série termina com a lição de que, se não fosse a invasão alienígena, os seres humanos não teriam ficado tão unidos e não conseguiriam derrotar os spheni.
Achei um final bem legal, que deixou um gostinho de nostalgia já.
Vou sentir falta das loucuras alienígenas do Spielberg na tv.

Beauty and the Beast

Leia Antes!
*Spoiler Alert*
Foto: Take 5 Productions/ Whizbang Films/ CBS 

O season finale que ficou com cara de series finale e me deixou um pouco confusa.
Pela primeira vez Beauty and the Beast terminou com tudo arrumado. Nada de terminar no meio de uma briga ou conversa ou com alguém voando para longe e você com aquela cara de bolinha sem entender porr* nenhuma do que tava acontecendo.
Ela terminou com tudo que uma series finale tem direito. A Cat (Kristin Kreuk) e o Vincent (Jay Ryan) finalmente conseguem virar o jogo, encontrar e matar o Liam (Jason Gedrick) - diga-se de passagem a maior ameaça que eles tiveram até agora, depois do pai da Cat, que era só bem relacionado. Eles resolvem todos os problemas da temporada, os federais acreditam neles e eles casam na última cena.
Daí começou a dar nó na minha cabeça, porque o episódio pareceu super corrido, ao contrário do ritmo mais específico da série. Eles acabaram casando do nada, na lage do prédio da Cat, só com a Heather, o JT e a Tess de convidados, algo que o Vincent não queria desde o começo, por não ser romântico. Mas ok, ignorei isso.
O que realmente ficou meio estranho foi o fato de que a segunda temporada parou no meio, sem explicações e acabou terminando mais tarde do que deveria, o que fez com que a programação das próximas temporadas ficassem desatualizadas, ou seja, a quarta temporada está confirmada e marcada para estrear ainda esse ano. Então, ao contrário das aparências esse foi realmente apenas o season finale.
Tirando as estranhezas, o final não deixou a desejar. Admito que achei muito fofo eles casarem (finalmente!) e ninguém se machucar no meio do caminho.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Eragon

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Foto: Fox

Quem foi que me falou para eu não assistir esse filme? E, mais importante, por que eu acreditei durante tanto tempo??
Tenho que admitir que o filme, como pacote, não é isso tudo, mas ele é muito legal!
Eragon (Ed Speleers) é um adolescente que vive numa fazenda, parte do reino do tirano Galbatorix (John Fucking Malkovich), o último dragon-rider que existe - visto que ele matou todos os outros e seus dragões.
O rapaz acha um ovo de dragão, sem saber direito que era um ovo ou o que é um dragão e acaba virando um dragon-rider (desculpe, eu não sei como traduzir isso de um jeito decente).
Resumindo, Eragon tem o dever de salvar o reino e a princesa (interpretada pela lindíssima Sienna Guillory - a Jill de Resident Evil: Apocalypse).
O elenco ainda conta com a presença de Jeremy Irons, como o treinador de Eragon, Brom, Robert Carlyle, como o braço direito de Galbatorix, Durza, Garrett Hedlund, como o amigo de Eragon, Murtagh, Christopher Egan, como o primo de Eragon, Roran, Djimon Hounsou, como o líder da resistência Ajihad, e Rachel Weiss, como a voz da dragão Saphira.

Vacation e European Vacation


Como demorou para eu assistir esses clássicos da sessão da tarde!
Bom finalmente eu posso comentar que os filmes são loucos, mas são muito bons.

Vacation

Foto: Warner Bros.

É a estória da família Griswold, que resolve viajar de carro até a Califórnia, para ir ao parque de diversões Walley World. Eles vão passando por várias cidades e vendo várias coisas inúteis/ interessantes, enquanto tudo que você puder imaginar de errado vai acontecendo, desde perder a bagagem, passando por ir parar no meio do deserto com os pneus do carro furados, até ter um momento Dia de Fúria e ameaçar o segurança do parque com uma arma.
O filme é de 1983, então deve-se levar em conta a falta de recursos que eles tem a disposição no filme e também o tipo de humor pastelão da época (que eu particularmente adoro).

European Vacation

Foto: Warner Bros.

Após ganhar um jogo de perguntas e respostas na televisão, a família Griswold vai para a Europa. Fazendo um tour por vários países, de carro, eles se metem em enrascadas diferentes, porém igualmente engraçadas.
Vale apontar que eu gostei muito mais das crianças do primeiro filme, atuavam melhor e a menina do segundo é muito chata.

The SpongeBob Movie: Sponge Out of Water

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Foto:  Paramount Animation/ Nickelodeon Movies

Esse é o tipo de filme que exemplifica a minha teoria de que todo ator bom tem que fazer filmes ruins para pagar as contas. Tudo bem que o Antonio Banderas exagerou nessa, mas ele é o Antonio Banderas, então a gente perdoa.
O filme é pobre de estória, como se era de esperar de um filme infantil. Mas o maior problema é que o filme é ainda mais besta do que o desenho (e mais absurdamente alucinógeno também) o que não o faz exatamente ser feito para crianças. Quer dizer, na minha época os programas infantis tinham um motivo, ou eram educativos, ou tinham algum tipo de lição de moral que você tirava no fim de cada episódio. Hoje em dia, infelizmente, os programas infantis são aparentemente feitos por pessoas com problemas mentais para pessoas com problemas mentais (não os comprovados diagnosticamente, mas os que são só idiotas mesmo).
Bom, a estória gira em torno do fato que a receita do hambúrguer de siri desapareceu enquanto o Plancton tentava roubá-lo. Ele e o Bob Esponja são incriminados e a cidade da Fenda do Biquíni vira o cenário do Mad Max (não, isso não é uma brincadeira). Na tentativa de desccbrir onde a fórmula do hambúrguer foi parar, Bob e sua turma vão parar na superfície (como se as coisas não estivessem loucas o suficiente). Daí passa de animação em 2D para CG com realidade.
O CG 'tá muito bem feito e a música de quando o Bob Esponja está viajando pelo tempo (sim, isso acontece) é legal também, mas é só.

The Sitter

Foto: Twentieth Century Fox/ Michael De Luca Productions

O filme é clássico de sessão da tarde, mas eu diria que vale a pena.
O Jonah Hill faz o papel de Noah Griffith, um jovem adulto que parou a faculdade e mora de favor com a mãe, não trabalha e passa praticamente o dia inteiro fazendo nada. Para ajudar a mãe, que vai a uma festa, ele fica de babá de três crianças e tudo que pode acontecer de errado e absurdo acontece.
A estória não é lá essas coisas, mas vale para algumas boas risadas. Fora o fato de ter uma ou outra cena fofa dele com as crianças, já que ele é o único que presta atenção nelas.
Para quem não está fazendo nada em casa, são 1h20min bem gastas.
O filme ainda conta com a presença de Sam Rockwell, como um traficante muito louco, e  Kylie Bunbury, a Eva de Under The Dome.

domingo, 16 de agosto de 2015

Mad Max: Fury Road

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Foto: Warner Bros./ Village Roadshow Pictures

Ok, antes de mais nada, esse texto provavelmente tem spoilers, portanto se você ainda não assistiu esse filme, não assista não leia.
Segunda coisa, eu não gosto dos Mad Max's antigos (me julguem!). Estão avisados.

Para começar, eu não gostei do filme (me julguem!), mas juro que estava esperando algo muito bom desse, por conta do trailer. Infelizmente como todos os outros da seqüência, ele simplesmente não tem estória. E como o segundo e o terceiro, tudo que acontece pode ser resumido em:
- O Max tinha umas coisinhas lá (veículo incluso).
- Vem alguém e rouba as coisinhas dele.
- Ele fica puto da vida.
- Ele vai parar numa cidade bizarra no meio do deserto.
- Ele se fode de alguma maneira.
- Ele escapa e resolve pegar as coisinhas dele de volta.
- Ele resolve ajudar alguém no meio do caminho.
- O Max salva a galerinha (eventualmente alguém morre no meio do caminho, mas quem liga?)
- Ele não consegue as coisinhas dele de volta e termina o filme sozinho no deserto e sem veículo.
Será que alguém pode me explicar, por que esses filmes são bons? Porque aparentemente existe alguma coisa que eu não estou entendendo.
O filme conta uma estória besta, sem pé nem cabeça, que mais parece que você sentou para assistir algum episódio de alguma série que já 'tá lá pela terceira temporada e você não tem muita noção do que aconteceu antes ou de quem são as pessoas que estão aparecendo ali.
A atuação não é lá essas coisas, ou talvez seja de propósito, realmente eu não consigo distinguir. Mas, por favor, o que é aquele cara grandão bobão que fica falando como um homem da caverna e cujo o nome é Rictus Erectus (não, não é zoeira, ou talvez seja...mas não da minha parte)?
Outra pergunta muito importante é, por que o Tom Hardy ficou falando que nem o Bane? Ninguém explicou pra ele que eles estavam filmando outro filme já?
Algo que também me deixou encafifada foi aquela galerinha branca que nem leite. VOCÊS TÃO NO MEIO DO FUDENDO DESERTO, NINGUÉM É BRANCO ASSIM NO MEIO DO DESERTO!! Caracas, bicho, olha os egípcios, por favor!
E mais, qual é a do zum zum zum todo em cima da Imperatriz Furiosa?
É por que ela é quase careca? Por que a Sinéad O'Connor fez isso faz tempo.
É por que ela tem um braço de metal? O Winter Soldier fez primeiro.
É por que ela bate nos caras? A Xena fez primeiro.
É por que ela dirige feito um animal (no bom sentido)? Hello! Letty Ortiz, prazer!
É por que ela salva umas minazinha do harém do velho estranho? Tá, isso eu não lembro de ter visto antes.
Mas sério, por quê?? Ela é uma moça legal e tudo mais, mas o povo andou fazendo alarde demais para uma personagem assim tão copia-e-cola. Ela é forte, mas meio iludida. Assim, não leva a mal, mas quem espera voltar pra cidade natal depois de vinte anos e nada ter mudado? O MUNDO VIROU UM DESERTO, QUERIDA! Shit happens!
Já sobre os carros, eu quase posso elencar tudo de errado, ao invés disso eu vou me focar numa única coisa: Como alguém dirige com uma porra dum idiota tocando guitarra com cem mil amplificadores na frente do carro/ caminhão/ van/ ou seja lá que merda era aquela? Aliás, qual o propósito daquele cidadão? Gente, foca na praticidade, vocês estão caçando pessoas num deserto e não indo festejar o Burning Man!
E só para não dizer que tudo está perdido, eu achei as roupas bem legais.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Minority Report (a série)

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Foto: Fox/ Paramount

A série é um spinoff do filme de mesmo nome, continuando a estória dez anos depois.
A Precrime foi fechada e os Pre-cogs foram mandados para uma casa no interior, para viverem em paz, porém Dash (Stark Sands), um dos gêmeos, não se conforma e, após o desaparecimento de seu irmão, resolve voltar para a cidade e tentar salvar as pessoas com as quais tem as premonições.
Ele acaba conhecendo a detetive Lara Vega (Meagan Good), que descobre quem ele é e o ajuda a se reiterar na sociedade, enquanto ele a ajuda a parar os crimes que ainda não aconteceram.
A série mostra também que todos os futuros criminosos que haviam sido capturados pela Precrime foram libertados e, em sua maioria, permanecem numa instituição para doentes mentais, visto que a câmara onde ficavam trouxe danos cerebrais aos ex-prisioneiros.
E conta também um pouco sobre a estória dos Pre-cogs e como eles conseguiram seu dom de premonição.
O elenco conta ainda com Wilmer Valderrama (o Fez do That '70s Show), como Will Blake, superior de Vega e Li Jun Li, como Akeela, técnica de de computação que ajuda Vega.

Lucifer

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Foto: DC Entertainment/ Jerry Bruckheimer Television/ Warner Bros. Television

Saiu o piloto de Lucifer. Apesar da série estar originalmente programada para estrear apenas em 2016, o piloto vazou foi liberado mais cedo, sendo que agora no IMDB consta como estréia da série dia 9 de agosto de 2015 (quando foi liberado o episódio).
Eu achei, sinceramente, sensacional. Apesar de parecer que eu gosto de qualquer coisa, esse definitivamente não foi o caso. Eu adoro quando a cinematografia faz uma personalidade má parecer não assim tão ruim (Personagens fictícias, ok? Ninguém aqui ia gostar de ver o Hitler bonzinho). E foi isso que eles fizeram aqui.
A estória é baseada na comic book da Vertigo/ DC, mas como eu nunca li, só posso analisar do ponto de vista da série.
Eles transformaram o Lucifer (Tom Ellis) em só um cara normal, egoísta e de saco cheio de fazer seu trabalho enfadonho de torturar almas por toda a eternidade, ao invés disso, ele prefere subir à Terra e abrir uma balada chamada Lux (de luxúria). O quão máximo é isso?
De quebra, ele conhece a detetive Chloe Dancer (Lauren German) e a ajuda a desvendar a morte de uma de suas protegidas, usando seus "poderes de persuasão".
O piloto tem um ritmo bom, com piadas ácidas e humor impecável. E eu mal posso esperar pelo resto da série.
*torcendo para não ser cancelada, que nem Constantine*

Stitchers

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Foto: ABC Family

Outra série cuja primeira temporada acabou de acabar e que promete bastante é Stitchers.
Kirsten (Emma Ishta) é uma garota estranha que possui uma doença chamada displasia temporal, fazendo com que ela não tenha noção do tempo passando, sendo que algo que aconteceu vinte anos atrás está tão fresco em sua memória como algo que aconteceu vinte minutos atrás. Por conta dessa doença, Kirsten tem dificuldade de sentir emoções e é chamada para fazer parte do programa secreto do governo chamado Stitching (do verbo costurar). O programa consiste em entrar nas memórias de uma pessoa recém-falecida para tentar descobrir o porquê de sua morte e/ou tentar evitar mais mortes.
A estória mistura drama, comédia - Camille (Allison Scagliotti) é uma das melhores sidekicks dos últimos tempos - suspense e muita ficção científica e o resultado é extremamente satisfatório.

Humans

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Foto: AMC

Já que eu estou na pegada que séries sobre ficção científica, resolvi falar um pouco sobre Humans. A série terminou a primeira temporada há pouco tempo, mas infelizmente ainda não tem a próxima temporada confirmada.
A estória se passa num tempo presente paralelo ao nosso, onde os robôs foram aperfeiçoados até ficarem extremamente similares a seres humanos. Eles viraram os brinquedos de última geração, tomando os empregos de baixo escalão, como empregados domésticos, cuidadores, lixeiros e prostitutas.
A estória principal gira em torno de Anita (a lindíssima Gemma Chan), que descobrimos mais tarde que na verdade se chama Mia, uma droid (ou synth, como eles chamam na série), que teve seu programa original suprimido pelo programa de synth doméstico. Ela, assim como seus irmãos, são um tipo avançado de synth, que consegue ter sentimentos bons e ruins, se assemelhando ao um ser humano normal.
Ao decorrer da série, explica melhor a estória de Mia, como ela foi parar na família para quem trabalha e o que aconteceu com sua família. Para evitar spoilers, eu não vou contar nada demais.
É um drama, focando nas interações dos humanos com os synth comuns e com os evoluídos, o que me fez pensar bastante que eu não conseguiria tratar algo que é igual a um humano como uma coisa. E o legal da série é justamente mostrar esses dois lados, dos humanos e dos synth.

Killjoys

Leia Antes!
Foto: Temple Street Productions/ Space/ SyFy

A série foca no relacionamento da equipe de Killjoys a bordo de sua nave e suas missões interplanetárias. Killjoys são caçadores de recompensa licenciados que fazem parte da RAC (ou CAR, em português) e devem cumprir missões de localizar e apreender (ou matar) pessoas ou entregar cargas através do espaço.
Se passa praticamente no sistema planetário quadrangular (composto por um planeta e três luas habitadas) e gira em torno da equipe composta por Dutch (Hannah John-Kamen), a líder da equipe, assassina treinada e com um passado perturbado, Johnny (Aaron Ashmore - e apesar do que até eu achava, ele não é o Iceman do X-Men, é o irmão gêmeo dele), viciado em tecnologia e arrumar coisas e situações, que entrou pra tripulação após tentar roubar a nave, e D'avin (Luke Macfarlane), o irmão mais velho de Johnny, ex-militar, que se junta a equipe após sumir durante oito anos e ser encontrado através de um mandado de execução.
A série é bem interessante, mantendo o clima relativamente light com uma ou outra piada esporádica, ainda que as partes dramáticas possam ser consideradas pesadas às vezes.

Dark Matter

Leia Antes!
Foto: Prodigy Pictures/ SyFy

A série conta a estória de uma espaço nave cargueira, com uma tripulação de seis pessoas e uma android que acorda com amnésia. Sem saber quem são, de onde vieram ou o que estão fazendo ali, eles vão ter que se unir para desvendar esses mistérios.
Como exímia fã do canal SyFy, eu me empolguei bastante com essa série quando ela estava para estrear, porém só agora que consegui pegar os episódios para assistir e não decepcionou.
É pura ficção científica no melhor estilo, com naves e armas do futuro (ou talvez de outra dimensão, ou talvez de outro universo - na verdade, ainda não deu para ter certeza). As personagens estão bem diversificadas em termos de personalidade, o que adiciona comédia e puxa o interesse do telespectador, visto que as interações entre os membros da equipe são bem interessantes.
A série está no episódio 9 e amanhã (sexta) sai o 10, é uma série completa, com ação, comédia, drama e romance, tudo na medida certa e não se aprofundou, por enquanto, em assuntos mais científicos, o que a torna fácil de ser acompanhada por qualquer um.
O elenco conta com Roger R. Cross (que está protagonizando Reggie Fitzwilliam em The Strain), Zoie Palmer (a Dr. Lauren Lewis de Lost Girl) e Jodelle Ferland (que fez praticamente todas as garotinhas assustadoras dos últimos filmes de terror que você assistiu - inclusive os ruins).

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

The Trip (o filme)

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Foto: BBC Worldwide

Originalmente é uma série, que foi editada e virou filme, ganhando o Toronto International Film Festival.
Estrelando Steve Coogan (Philomena) e Rob Brydon (Lock, Stock and Two Smoking Barrels) como, bem...eles mesmos.
O filme segue a viagem dos dois durante cinco dias pelo norte da Inglaterra, onde eles se hospedam nas pousadas mais charmosas, com uma paisagem espetacular e comem em restaurantes renomados.
A paisagem é de tirar o fôlego, com direito a comentários alternados sobre ela. A comida dá água na boca, com pratos lindos e diferentes. O humor é o típico britânico, ligeiramente mau-humorado, ácido e inteligente. Existem citações de atores e filmes famosos e clássicos a todo momento. E os dois tem uma relação de amor e ódio que só pode ser tratada como simbiótica.
Se tudo isso não te fez ter vontade de ver esse filme, então não há nada que eu possa fazer você.

Pitch Perfect 2

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Foto: Universal Pictures/ Gold Circle Films

Quando você achava que não dava para melhorar...
Essa não é a típica sequência que faz o primeiro filme parecer maravilhoso, ainda que este não seja. Essa é a sequência que, caso você assista primeiro, te dá vontade de assistir o filme que a deu origem.
Pra variar, a trilha sonora está sensacional, com direito até a Whitney Houston. Como não é o típico musical, onde todo mundo começa a dançar o tempo todo aparentemente sem motivo, mas sim tem um motivo praquela música tocar e ser cantada naquele momento, acho que agrada mais gente do que o costumeiro público de musicais.
Dessa vez as meninas do Barden Bellas vão concorrer no mundial de a capellas. A última chance que têm de conseguir continuar com o grupo, depois do vexame que fizeram numa apresentação ao presidente dos EUA. Apesar de serem as campeãs nacionais pelo terceiro ano consecutivo, enfrentam o fato de nunca uma equipe americana ter ganhado o circuito internacional.
As piadas estão fora de série, ênfase na dupla John e Gail, interpretada por John Michael Higgins (Yes Man, The Ugly Truth, Fun With Dick and Jane) e Elizabeth Banks (Walk of Shame, Hunger Games, Zack and Miri Make a Porno), que são os mesmos comentaristas do primeiro e são tão idiotas que não tem como você não dar risada.
A Anna Kendrick (The Last Five Years, Into The Woods, Up In The Air) está, como sempre, afiadíssima nas piadas e caretas. Rebel Wilson (Super Fun Night, Bachelorette) continua fazendo qualquer pessoa acima do peso ter muito orgulho de dizer que é gordo. E entra a (não tão) novata Hailee Steinfeld (True Grit, Ender's Game), que recebeu indicação ao Oscar 2011 como melhor atriz coadjuvante, com apenas 15 anos.
E claro, não pode faltar a menção honrosa: Pentatonix faz uma pontinha no filme! (Se você não conhece eles, shame on you pára de enrolar e clica aqui)
Eu cantei as músicas junto e me arrepiei com a última música das meninas. Se você gosta de música boa e dar risada feito um idiota, não pode perder essa sequência.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

The Disappearance of Eleanor Rigby

Foto: Division Films/ Dreambridge Films/ Myriad Pictures/ Unison Films

Eu resolvi chamar de "The Disappearance of Eleanor Rigby - A Experiência", já que não é um único filme, mas três filmes diferentes, The Disappearance of Eleanor Rigby: Him, The Disappearance of Eleanor Rigby: Her e The Disappearance of Eleanor Rigby: Them. Ou seja, a mesma estória contada sob três óticas diferentes.

The Disappearance of Eleanor Rigby: Him
Conta a estória de Conor Ludlow (James McAvoy - o novo Charles Xavier), que está tentando reatar com sua esposa, Eleanor Rigby (Jessica Chastain - não, não é a Bryce Dallas, mas ela também fez The Help), após o casal perder o filho. Conta a estória inteira sob a visão dele, só mostrando ela quando eles estão juntos ou quando ele a vê.

The Disappearance of Eleanor Rigby: Her
Conta a estória de Eleanor Rigby, que resolve dar um tempo com seu marido, Conor Ludlow , após o casal perder o filho. Conta a estória inteira sob a visão dela, só mostrando ele quando eles estão juntos ou quando ela o vê.

The Disappearance of Eleanor Rigby: Them
Conta a estória como realmente aconteceu, alternando do que está acontecendo com um e com outro enquanto estão separados. É um filme normal.

O interessante mesmo é que nos dois primeiros filmes todas as cenas em que o casal está junto são diferentes, apesar de extremamente similares. Os detalhes mudam, como a roupa que estão usando, a reação que têm e até mesmo o modo como falam uma frase. Isso, no começo, me deixou um pouco confusa (cheguei até a xingar o continuista), mas depois você acaba entendendo que é como cada um vê aquela situação, nos mínimos detalhes. Começa a reparar, por exemplo, que a reação do Conor quando fala com a Eleanor é muito diferente na visão dela e na dele. Bom, achei essa idéia sensacional, apesar de saber que é impossível de se fazer com todos os filmes, afinal de contas, juntando os três, são mais de 5 horas de filme.
O filme é um drama, mas, apesar das circunstâncias, não é muito pesado. Ele foca em como cada um lida com a situação e como eles fazem para se reerguer.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Blood and Ice Cream Trilogy

OU
A Estória de Como Eu Me Apaixonei Pelo Simon Pegg

*esse texto contém spoilers*

Foto: Working Title Films/ Big Talk Productions

Há pouco mais de dez anos atrás eu assisti um filme (completamente underrated, por sinal) chamado Shaun of The Dead. O filme conta a estória muito louca de Shaun, um rapaz que aparentemente não faz nada direito, com um trabalho de segunda categoria, dividindo aluguel com dois amigos, um deles, Ed, interpretado pelo também hilário e apaixonante Nick Frost. Shaun acabou de tomar um pé na bunda de sua namorada, Liz, e está afogando as mágoas com Ed quando o mundo é dominado por zumbis.
O filme consegue misturar comédia, ação e sangue, em um ritmo que eu nunca vi.
A sequência de músicas é extremamente inteligente, sem contar que no repertório está nada mais, nada menos do que Queen (é um filme britânico, pela rainha!). E eu aviso, depois desse filme, você nunca mais vai ouvir "Don't Stop Me Now" da mesma forma e isso é genial!
De quebra, o padrasto do Shaun é interpretado pelo maravilhoso Bill Nighy (se você não sabe quem ele é, nem deveria estar aqui, sinceramente). E o Martin Freeman (BILBO!) faz uma pontinha adorável de uma fala bem curta.

Foto: Universal Studios

Alguns anos depois, alugaram em casa um filme chamado Hot Fuzz. Eu, em toda a minha inocência, fui assistir sem ter a menor noção de onde estava me enfiando.
Esse foi o passo dois de me apaixonar pelo Simon Pegg.
No elenco estão novamente Simon, Nick e Bill (que aparece bem rápido), assim como Martin Freeman (BILBO!), Paddy Considine (The Bourne Ultimatum) e Timothy Dalton (Bond, James Bond).
O filme conta a estória do policial Angel (Pegg) que, por ser bom demais e ofuscar o desempenho dos outros policiais, é transferido de Londres para uma cidadezinha do interior, onde praticamente não há criminalidade. Lá ele conhece Danny (Frost) e conta com a ajuda dele para resolver os desaparecimentos e as misteriosas mortes, dadas todas como acidentais, da cidade.
Outra vez, misturando ação com um humor negro e ácido de um jeito que só os britânicos conseguem.

Foto: Universal Studios/ Focus Features

Então, finalmente, já apaixonada, em 2013, a trilogia se completa com The World's End. Um dos filmes mais viajados que eu já tive a oportunidade de assistir.
No elenco estão as figurinhas repetidas Simon Pegg, Nick Frost, Bill Nighy, Martin Freeman (BILBO!), Paddy Considine e ainda, Rosamund Pike (Doom, Wrath of the Titans, Gone Girl), Pierce Brosman (eles realmente gostam de James Bond) e David Bradley (Harry Potter, The Strain).
O filme conta a estória de cinco amigos que se encontram depois de vinte anos e resolvem, liderados por Gary (Pegg), voltar a sua cidade natal e completar a Golden Mile, ou seja, tomar um pint em cada um dos 12 pubs da cidade. No meio do caminho, porém, eles começam a perceber que os pubs não são os mesmos e as pessoas da cidade estão agindo de forma estranha, até que começam a suspeitar que aqueles não são os moradores originais da cidade.
O filme é de chorar de dar risada. Com cenas absurdas e inteligentes, mais uma vez misturando comédia ácida com ação de uma forma especial.

Os três filmes tem elementos parecidos. Como a cena que ajudou a dar o nome da trilogia, onde a personagem do Nick Frost é viciada em Cornetto no primeiro e no segundo filme e no terceiro apenas olha a embalagem através de um aramado.
Foto: Working Title Films/ Big Talk Productions/ Universal Studios/ Focus Features

Há também a famosa cena da personagem do Simon Pegg pulando a cerca, presente nos três filmes.
Foto: Working Title Films/ Big Talk Productions/ Universal Studios/ Focus Features

Todos os filmes são dirigidos por Edgar Wright e escritos em colaboração dele com Simon Pegg. E se, depois de assistí-los, você ainda não tiver se apaixonado, você não tem coração.

A fase 2.5 da concretização da minha paixão pelo Simon, ocorreu entre Hot Fuzz e The World's End, com os filmes How to Loose Friends and Alienate People, de 2008, e Paul, de 2011. Os dois filmes são americanos, e dirigidos por pessoas diferentes, por isso não entram na trilogia, sem contar que eles não tem o Nick Frost no elenco e o Simon precisa do Nick pra ser épico, se não ele é só sensacional.

Cuban Fury

Foto: Studio Canal

Se você gosta de comédias inteligentes e de música latina, esse é o seu filme!
Com o adorável e hilário Nick Frost (Hot Fuzz, Shaun of the Dead, Paul, The World's End) no papel de Bruce Garrett, um homem que quando era menino amava salsa e dançava em competições pela Inglaterra, mas desistiu de seu sonho por conta do bullying que sofreu. Bruce se "apaixona" por sua nova chefe, Julia (Rashida Jones - The Office US, Parks and Recreation), o que o faz querer relembrar e voltar a dançar salsa.
A idéia da estória é do próprio Nick Frost, que além de ator é também produtor e escritor (e, bicho, como o cara é bom!), e não só é quase absurda como extremamente divertida. Sem contar que nos ajuda a lembrar de sempre sermos nós mesmos, não importa as peças que a vida nos prega.
De quebra também estão no elenco o rival de Bruce, Chris O'Dowd (Gulliver's Travels, Friends With Kids, ou aquele cara com quem a Jane Foster sai no começo de Thor - The Dark World), como Drew e o professor de salsa, Ian McShane (o barba negra de Piratas do Caribe - Navegando em Águas Misteriosas), como Ron Parfitt.
O filme vale super a pena, apesar de underrated, como a maioria das comédias britânicas. E se você, como eu, é fã do Simon Pegg, calma, ele faz uma pontinha rápida.

sábado, 1 de agosto de 2015

Murder in the First

Foto: TNT

Acabei de assistir a primeira temporada de Murder in the First e fiquei muito feliz com a proposta. Cada temporada gira em torno de apenas um caso, acompanhando ele desde o cometimento do crime até o julgamento final do acusado ou o encarceramento.
Os atores principais são Taye Diggs (Private Practice) e Kathleen Robertson (Bates Motel), como os inspetores de polícia, English e Mulligan, respectivamente. E na primeira temporada o caso (na verdade são dois, mas a série dá mais atenção a um) gira em torno do gênio em tecnologia, Erich Blunt (interpretado por Tom Felton, sim, o Draco Malfoy de Harry Potter), que é um bilionário excêntrico e misterioso.
A série também conta com Ian Anthony Dale (The Event, Mortal Kombat a série), como o capitão de polícia Jim Koto e Raphael Sbarge (o Grilo Falante/ Psicólogo de Once Upon a Time), como o inspetor Molk.
A série se passa em San Francisco, o que já é um alívio do clássico "Los Angeles ou Nova Iorque", e é bem repleta de mistérios e revira-voltas, o que a torna interessante, ainda que contando a estória de apenas um caso por temporada.
Dá ênfase na estória pessoal das personagens principais, mas o faz de maneira rápida, sem ficar maçante. Segue o plano de uma série policial comum, com dinâmica rápida e sem ser pesada demais para o público comum.
Vou começar a segunda temporada e espero que faça valer tanto quanto a primeira.

Hot Pursuit

Leia Antes!
Foto: MGM/ Warner Bros./ New Line Cinema

Estrelando Reese Witherspoon e Sofía Vergara, pode-se dizer que esse é mais um daqueles filmes que tem tudo para entrar na categoria "sessão da tarde".
Mas, devo admitir, ele me surpreendeu. Nada que me tenha feito cair da cadeira, apenas um pouco melhor do que o que eu esperava.
A estória gira em torno da personagem de Reese, Cooper, uma policial desajeitada, mas com boa intenção, que tenta seguir os passos do pai, um policial respeitado. Ela recebe a missão de acompanhar a personagem de Vergara a um julgamento de um grande chefão do tráfico, onde a última será uma testemunha chave.
O enredo não é lá essas coisas, mas a química das duas até que funcionou, fazendo com que uma ou outra cena seja verdadeiramente engraçada.
Ainda temos no elenco, John Carroll Lynch (o palhaço assassino da quarta temporada de American Horror Story), Robert Kazinsky (o piloto americano babaca de Pacific Rim), Matthew Del Negro (o ex-sócio/ ex-namorado da Karen de Mistress) e  Michael Mosley (Sirens, Castle, Longmire).